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"Fiz tudo por amor ao futebol": Parreira é eternizado na Calçada da Fama do Maracanã

  • Foto do escritor: Elaine D'Àvila
    Elaine D'Àvila
  • 18 de jul.
  • 3 min de leitura

Técnico do tetra recebe homenagem no estádio, onde viveu alguns dos momentos mais marcantes da carreira e entra para o seleto grupo da Calçada da Fama do Maracanã.

 

Parreira é eternizado na Calçada da Fama do Maracanã
Créditos: Nicole Souza

Carlos Alberto Parreira entrou para a história — mais uma vez. O técnico campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994 teve seus pés eternizados nesta sexta-feira (12), na Calçada da Fama do Maracanã, aos 82 anos. Ele é o primeiro treinador, sem passagem como jogador profissional, a receber a homenagem no estádio mais emblemático do país.

Eu sempre fiz tudo no futebol pelo prazer de fazer tudo aquilo que eu gostava desde criança, e ter esse reconhecimento tanto tempo depois aqui na no local mais sagrado do futebol que é o Maracanã é guardar com muito carinho para todo sempre”, declarou Parreira, visivelmente emocionado.

A cerimônia contou com a presença de nomes que fizeram história ao lado de Parreira, como os tetracampeões mundiais Bebeto, Zinho, Branco e Ricardo Gomes. Estiveram presentes também o ex-coordenador da CBF, Americo Faria, o ex-treinador da Seleção Brasileira Sebastião Lazaroni e o presidente do Fluminense, Mario Bittencourt.

Parreira é eternizado na Calçada da Fama do Maracanã
Créditos: Nicole Souza

Parreira relembrou dois momentos que o marcaram no estádio:

Quando o Fluminense foi campeão brasileiro em 84 e quando nós ganhamos do Uruguai aqui no Maracanã. Foi incrível, um jogo emblemático, tinha uma carga emocional muito grande. O torcedor foi fantástico, 120 mil pessoas e nós fizemos uma partida também fantástica. O 2 a 0 não expressa o que foi a supremacia nossa dentro de campo”.

O ex-jogador Zinho destacou a forma única de liderança do treinador:

Me sinto honrado em estar aqui pra participar dessa homenagem no Maracanã que é o templo do futebol. O legado do Parreira é o comprometimento com a profissão, trabalho em equipe, do esporte que é coletivo e que uma pessoa apenas não vence. Parreira sempre pregou isso, da organização, e o ser humano verdadeiro né? O cara que olha no teu olho e fala a verdade. Por isso que eu disse que ele é um homem unanimidade, é um cara que lidera sem ser arrogante, lidera sem gritar, ele lidera com postura, honestidade e com conhecimento. Então deixa o legado de como saber liderar um grupo campeão”, disse o ex-jogador à Revista Páhnorama.

Já Bebeto não conteve a emoção:

O Parreira se reinventa, ele tem uma fé muito grande, acredita, é admirável. Ele sempre nos passou força, vontade de ganhar e ganhamos. Graças a Deus não poderia ter sido de outra forma esse final com essa homenagem. Eu o amo demais”.

Representando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o tetracampeão Branco destacou a importância da homenagem:

Meu sonho era jogar aqui no Maracanã e eu ganhei seis títulos e o professor Parreira foi determinante para isso, afinal fui campeão brasileiro no Fluminense com ele. Voltar aqui no Maracanã e poder representar os meus colegas, o presidente Samir Chaudi, logicamente estou representando o futebol brasileiro, todos os atletas, todo povo brasileiro que ama futebol. Estar num momento desse ímpar é extremamente merecida a homenagem”.
Parreira é eternizado na Calçada da Fama do Maracanã
Créditos: Nicole Souza

A carreira de Parreira inclui 117 jogos à frente da Seleção Brasileira, com 64 vitórias, 39 empates, 14 derrotas e três títulos: a Copa do Mundo de 1994, a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005. Ele também esteve na comissão técnica campeã do Mundial de 1970 e da Copa das Confederações de 2013.

No Fluminense, clube com quem teve sua maior ligação no Brasil, Parreira foi campeão brasileiro em 1984, campeão carioca em 1975 e um dos principais responsáveis por “resgatar” o Tricolor da Série C em 1999. Foi o oitavo técnico com mais jogos pelo clube, com 148 partidas em quatro passagens (1975, 1984, 1999-2000 e 2009).

Agora, seu nome se une ao de lendas como Pelé, Zagallo, Zico, Marta e Neymar — todos eternizados no chão sagrado do futebol brasileiro.

 

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