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RESENHA: Boy Magya Contra o Monstro do Armário

  • Foto do escritor: Érica Corrêa
    Érica Corrêa
  • 9 de set.
  • 2 min de leitura

Um super-herói estilizado chamado Boy Magya. Ele está em uma pose dinâmica, como se estivesse pronto para o combate. Usa um uniforme colado ao corpo azul, com detalhes em rosa e branco.
Reprodução da capa do quadrinho Boy Magya

Por: Chris Gonzatti, Guilherme Smee, Danverdura, Maria Olivia e Germana Viana

Formato lido: Físico (acervo pessoal)


Sinopse de Boy Magya contra o Monstro do Armário: Boy Magya é o nome do Alter Ego (essa coisa de ter um nome pra combater o crime na noite é tão drag) do jovem Mario, um doutorando em arqueologia na UFPE que ganhou superpoderes ao encontrar o cristal mágico da Deusa Íris. Os poderes do cristal são ativados quando Mario tá de bem com a vida, soltando a franga e se sentindo muito feliz. Ele pode, então, materializar qualquer coisa que imaginar. Como uma criança viada que cresceu nos anos 1990 e anos 2000, ele utiliza várias referências de desenhos, animes e séries que marcaram o coração de gerações pra enfrentar o seu pior inimigo: o fascismo materializado nos movimentos políticos de apoio ao ex-presidente, General Ostra. Embora Mario tenha ajudado a atual presidenta, Erika, eleita democraticamente, a vencer a tentativa de golpe de Ostra, o militar político recorreu ao último monstro do seu armário das trevas para tentar voltar ao poder, Gatilho. Dessa vez, Boy Magya se vê diante de uma ameaça aterrorizante que vai mudar a sua vida para sempre.



Resenha de Boy Magya e o Monstro do Armário


Quadrinho brasileiro com prefácio de Rita Von Hunty e posfácio de Erika Hilton. Boy Magya nos traz um Super-Herói brasileiro, LGBTQIAPN+, corajoso, colorido e que não tem vergonha em 'soltar a franga' – pelo contrário, só o fortalece.

Boy Magya traz representatividade e mostra que um Super-Herói pode ser gay no seu sentido mais alegre da palavra ao invés de um Super-Herói gay, mas contido em sua colorisse. Nos mostra que uma HQ de herói pode ser “woke”, um herói pode ser uma bixa desvairada (no sentido mais carinhoso da palavra) e não ser uma paródia; mas tratar de assuntos sérios com direito a cenas de ação e batalha com superpoderes. A alegria, cor e lacração nos trazem temas importantes da atualidade e a reflexão de que o mundo evoluí e não adianta tentar voltar ao passado de “glória”, tem que seguir em frente, aprender com os erros, se adaptar e construir um futuro de comunhão e inclusão.


Esta resenha mostra que Boy Magya contra o Monstro do Armário não é apenas uma HQ, mas um marco de representatividade e resistência que colore o futuro com coragem e esperança.

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