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Skincare estilo medspa: nova tendência do TikTok aposta no equilíbrio do microbioma da pele

  • Foto do escritor: Da redação
    Da redação
  • 8 de jul.
  • 2 min de leitura

Por Talita Lopes

Skincare estilo medspa: nova tendência do TikTok
Skincare focado no microbioma é a nova aposta de beleza no TikTok. Foto: Freepik

Quem acessa o TikTok regularmente já percebeu: a nova febre de beleza vai muito além de máscaras faciais e tônicos perfumados. A rede social está sendo tomada por vídeos que simulam experiências de medspa, os famosos spas médicos, combinadas com uma abordagem focada no microbioma da pele, uma das áreas mais promissoras da dermatologia moderna.

Essa estética da “pele de clínica” invadiu a timeline com promessas de brilho saudável, textura refinada e, claro, muitos dermocosméticos com embalagem minimalista. Mas, afinal, o que está por trás dessa tendência que mistura ciência, luxo e likes?

O que é skincare inspirado em medspas?

Medspas são clínicas especializadas que combinam tratamentos estéticos com acompanhamento dermatológico. Limpeza profunda com extração manual, aplicação de ácidos sob supervisão, LED terapêutico e peelings suaves são apenas alguns dos protocolos replicados por criadores de conteúdo em casa.

Influenciadores como @glowwithava popularizaram vídeos com rotinas altamente sensoriais: toalhas quentes, óleos botânicos e massageadores faciais dão o tom de um “ritual de autocuidado elevado”. O diferencial, porém, está na ênfase em proteger e restaurar o microbioma cutâneo.

O microbioma da pele é o conjunto de bactérias, fungos e vírus que vivem naturalmente na superfície cutânea. Longe de serem vilões, esses microrganismos atuam como uma linha de defesa contra agentes patogênicos e ajudam a manter o pH equilibrado e a hidratação natural.

Ao invés de atacar imperfeições com fórmulas agressivas, a proposta é fortalecer a barreira cutânea. Produtos com prebióticos, probióticos e pós-bióticos aparecem com destaque.

Tendência ou risco disfarçado?

Como toda moda que viraliza, a estética “medspa em casa” levanta preocupações. Profissionais alertam que a automedicação de ácidos e a reprodução de procedimentos clínicos sem supervisão pode causar mais danos que benefícios, especialmente em peles sensíveis.

Além disso, a obsessão com “pele perfeita” reforça padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis. No entanto, o lado positivo está no aumento da consciência sobre os cuidados com a pele e na valorização de práticas sustentáveis e mais conectadas ao funcionamento natural do corpo.

No fundo, essa nova febre reflete algo maior: um desejo coletivo por bem-estar acessível, moderno e com base científica. Além disso, propõe um momento de reconexão com o próprio corpo e faz uma crítica à lógica imediatista do consumo estético.

Talvez o futuro da beleza esteja mesmo na ciência da pele... mas filtrada por uma lente de afeto, toque e sensibilidade.

 

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